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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mensagem de Ano Novo

Se fôssemos refletir sobre as dificuldades que cruzaram nosso caminho, já teríamos desistido de caminhar nesta terra, antes mesmo de ter vencido cada uma delas.

Se pensássemos nos sentimentos conflitantes que surgiram em nossa alma, já teríamos escolhido a solidão, antes de termos vivido momentos inesquecíveis que valem por muitas vidas.

Se, antes de começarmos qualquer jornada, tivéssemos focado apenas no lado negativo da vida, nunca teríamos vindo a este mundo. Teríamos adiado o aprendizado e o amadurecimento para um dia em que percebêssemos que a escuridão, a inércia e o nada são, na verdade, a mesma coisa.

Teríamos deixado a chama que nos impulsiona a avançar ser sequestrada em um intricado processo de sedução, criado por nós mesmos para nos desviarem na batalha interna, onde o egoísmo, o orgulho e a vaidade nos fariam caminhar de mãos dadas para o monturo cadavérico da ilusão do castelo de conquistas vazias.

As fórmulas que aplicamos à vida podem nos transformar em viajantes ou em simples detritos jogados pelo caminho, abandonados na janela daquilo que deveria nos conduzir ao objetivo final, verdadeiro e feliz, que é a razão de estarmos aqui. A escolha de sermos um ou outro está em nossas mãos, a cada minuto em que decidimos desistir ou continuar buscando nos tornar pessoas melhores.

Porque deixar o orgulho para trás é a capacidade de continuar.

Porque entender que a teimosia nada tem a ver com perseverança é continuar.

Porque perceber que a humildade não é sinônimo de derrota, mas de heroísmo, é continuar.

E, ao continuar, deixamos de lado o egoísmo, essas complexas pseudo-posições que criam em nós uma crosta, tornando-nos inacessíveis às mais belas coisas da vida, que, na verdade, são as mais simples.

Como um grande homem nos ensinou: “Se não vos tornardes como esta criança, não estareis na verdadeira alegria.”

Feliz Ano Novo!
Paz, Luz e Amor!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Escrevendo uma página da Vida

No caminho da vida, existem páginas que não precisam ser escritas, outras que podem ser alteradas, há aquelas em que podemos suprimir parágrafos e trocar palavras, fazendo com que a pontuação mude o peso de cada frase. Tudo isso é parte da arte de escrever nossa história, uma arte cheia de liberdade e escolhas.

Contudo, há aquelas páginas que devem seguir, com precisão, a composição traçada pelo serviço Divino do Senhor, que, com sabedoria infinita, guia a jornada de cada um de nós. Elas fazem parte de um grande plano, uma missão que ultrapassa o que conseguimos entender em nossa limitada visão humana. Essas páginas não podem ser modificadas, pois são essenciais para o cumprimento das providências que nos são destinadas.

Quando nos encontramos escrevendo essas páginas, somos tomados por uma sensação de ventura, um sentimento profundo de estarmos cumprindo com a responsabilidade que nos foi entregue, uma promessa que fizemos a nós mesmos, e que, por mais desafiadora que seja, é a que realmente dá sentido à nossa existência. Nesse momento, não há dúvida de que estamos no lugar certo, fazendo o que somos chamados a fazer, guiados por uma força superior.

Portanto, quando sentir que a hora de escrever essas páginas chegou, não duvide da fé. Ela será a inspiração que guiará suas mãos, permitindo-lhe cumprir a tarefa com sabedoria e precisão. Não subestime a força da Boa Vontade. Ela será a caneta que, sem falhas, escreverá a história que precisa ser escrita. E mais importante ainda: permita que a prece se faça presente, pois ela será o apoio providencial, o suporte silencioso que torna sua caligrafia não apenas legível, mas harmônica, clara, com um tom de verdade que transcende o tempo.

Quando no amanhã, aqueles que vierem a ler o que você escreveu hoje, eles não terão dúvida alguma quanto ao conteúdo que você registrou nas páginas de sua vida. Sua escrita será um reflexo da sua alma, uma verdadeira mensagem de compromisso com o Divino e com os princípios que guiam o coração humano. Ao escrever essas páginas, você estará, na verdade, escrevendo o seu legado. Um legado que não pode ser apagado, que resistirá ao tempo e que, com certeza, será a luz que iluminará o caminho de muitos.

domingo, 19 de agosto de 2012

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Apenas somos diferentes

Tudo o que desejamos é fazer o bem àqueles que, por acaso, cruzam nosso caminho, que fazem parte de nossa vida, mesmo que seja apenas por um breve momento. É uma vontade silenciosa de deixar uma marca positiva, um gesto de bondade que, mesmo efêmero, possa tocar profundamente o coração de quem nos encontra.

Tudo o que procuramos é enxergar a vida sob outro prisma, um olhar de compaixão, alegria, paz e perdão. Buscamos uma perspectiva mais leve, que nos liberte dos pesos desnecessários e que nos conduza a um estado de harmonia com o mundo e com os outros.

Tudo o que desenvolvemos é uma constante aprendizagem sobre as diversas situações que envolvem o ser humano: os sentimentos, os pensamentos, os anseios e os desafios que todos enfrentamos. Cada experiência, cada vivência, é uma lição que nos molda e nos ensina algo novo sobre nós mesmos e sobre o que é realmente importante.

Tudo o que atraímos é a vontade de amadurecer nossa sensibilidade, de aprimorar a vibração que emana de nosso ser e de nos deixar conduzir por uma simplicidade genuína, que inspira e transforma. É como uma energia que nos chama para ser melhores, mais conectados com aquilo que realmente importa, mais atentos às coisas belas da vida.

Tudo isso é uma vontade interna, um impulso que, com o passar dos anos, vai nos mudando e transformando. Somos constantemente levados a deixar para trás velhas formas de pensar, de ser, que já não nos servem mais. Às vezes, a sensação de que nos afastamos do mundo é apenas uma ilusão, pois, na verdade, o que mudou foram apenas as nossas preferências, nossa maneira de ver o mundo.

E assim, os lugares que nos trazem felicidade são aqueles onde a natureza se faz presente, onde a tranquilidade reina, onde podemos ouvir o canto dos ventos, o brilho do sol e a melodia dos pássaros. São os lugares que acalmam nossa alma e nos conectam com o que há de mais puro no universo.

As músicas que nos atraem são aquelas que promovem significado, crescimento e harmonia, seja nas notas dos instrumentos ou nas vozes que se entrelaçam, criando algo maior do que a soma de suas partes. Elas nos tocam profundamente, como se cada acorde fosse uma mensagem direta para o nosso coração.

As conversas que nos atraem são as que não ferem, as que não são recheadas de palavras ofensivas, mas sim de compreensão, respeito e amor. São diálogos que nos elevam e nos fazem sentir mais próximos uns dos outros, mais humanos, mais verdadeiros.

Os corações que nos tocam são aqueles que buscam algo maior, que querem amar e ser amados, que não desejam mais viver na ilusão de um mundo construído a partir de milênios de instintos. Esses corações são puros, desejam transcendência e conexão verdadeira, e é com eles que queremos estar.

E tudo isso é uma escolha. Uma escolha que nos torna diferentes, mas não melhores do que ninguém. Somos apenas diferentes, e essa diferença é o que nos permite crescer, nos tornar mais plenos e conectados com o nosso propósito de vida.

Talvez algumas dessas diferenças nos tragam momentos de solidão, pois ao nos afastarmos da multidão, encontramos um campo onde a visão de um lago, do céu e do verde nos envolve, mas essa solidão não é dor. Ela é paz, introspecção e uma escolha consciente de estar mais alinhado com o que realmente importa.

Mas, acima de tudo, estamos felizes. Porque, eu e meu anjo, estabelecemos que não desistiremos de procurar aquilo que tem feito toda a diferença em nossas vidas. E, se por algum acaso do destino, nos encontrarmos no mesmo campo, seremos ainda mais felizes. Pois não há nada mais belo do que ver nossa alma refletida em outras almas, e saber que, juntos, estamos caminhando na mesma direção, com a mesma busca por verdade, amor e harmonia. A caminhada se torna mais leve e a troca de olhares é a verdadeira união de ideais.

Que Deus nos abençoe e nos guie nessa jornada de luz e amor.

domingo, 30 de outubro de 2011

Da Dádiva (Khalil Gibran)

Então um homem opulento disse: “Fala-nos da dádiva.”

E ele respondeu:

“Vós pouco dais quando dais de vossas posses.

É quando dais de vós próprios que realmente dais.

Pois, o que são vossas posses senão coisas que guardais por medo de precisardes delas amanhã?

E amanhã, que trará o amanhã ao cão ultraprudente que enterra ossos na areia movediça enquanto segue os peregrinos para a cidade santa?

E o que é o medo da necessidade senão a própria necessidade?

Não é vosso medo da sede, quando vosso poço está cheio, a sede insaciável?

Há os que dão pouco do muito que possuem, e fazem-no para serem elogiados, e seu desejo secreto desvaloriza suas dádivas.

E há os que têm pouco e dão-no integralmente.

Esses confiam na vida e na generosidade da vida, e seus cofres nunca se esvaziam.

E há os que dão com alegria, e essa alegria é já a sua recompensa.

E há os que dão com pena, e essa pena é o seu batismo.

E há os que dão sem sentir pena nem buscar alegria nem pensar na virtude:

Dão como, no vale, o mirto espalha sua fragrância no espaço.

Pelas mãos de tais pessoas, Deus fala; e através de seus olhos Ele sorri para o mundo.

É belo dar quando solicitado; é mais belo, porém, dar sem ser solicitado, por haver apenas compreendido;

E para os generosos, procurar quem recebe é uma alegria maior ainda que a de dar.

E existe alguma coisa que possais guardar?

Tudo o que possuís será um dia dado.

Dai agora, portanto, para que a época da dádiva seja vossa e não de vossos herdeiros.

Dizeis muitas vezes: “Eu daria, mas somente a quem merece”.

As árvores de vossos pomares não falam assim, nem os rebanhos de vossos pastos.

Dão para continuar a viver, pois reter é perecer.

Certamente, quem é digno de receber seus dias e suas noites é digno de receber de vós tudo o mais.

E quem mereceu beber do oceano da vida, merece encher sua taça em vosso pequeno córrego.

E que mérito maior haverá do que aquele que reside na coragem e na confiança, mais ainda, na caridade de receber?

E quem sois vós para que os homens devam expor o seu íntimo e desnudar seu orgulho a fim de que possais ver seu mérito despido e seu amor-próprio rebaixado?

Procurai ver, primeiro, se mereceis ser doadores e instrumentos do dom.

Pois, na verdade, é a vida que dá à vida, enquanto vós, que vos julgais doadores, são meras testemunhas.

E vós que recebeis – e vós todos recebeis – não assumais encargo de gratidão a fim de não pordes um jugo sobre vós e vossos benfeitores.

Antes, erguei-vos, junto com eles, sobre asas feitas de suas dádivas;

Pois se ficardes demasiadamente preocupados com vossas dívidas, estareis duvidando da generosidade daquele que tem a terra liberal por mãe e Deus por pai.”

domingo, 16 de outubro de 2011

Sobre o "desejo-central"

Eis uma reflexão sobre o que é o "desejo-central" e como ele se torna um elemento fundamental na formação de nossa personalidade, influenciando, muitas vezes, até mesmo o nosso destino. O conceito de "desejo-central" foi descrito por André Luiz no livro Ação e Reação, psicografado por Chico Xavier, e nos ajuda a entender que, além dos desejos imediatistas, que muitas vezes são passageiros e volúveis, todos nós carregamos um desejo mais profundo, algo que se revela como o verdadeiro eixo de nossos interesses mais íntimos. André Luiz explica: "(...) todos possuímos, além dos desejos imediatistas comuns, em qualquer fase da vida, um “desejo-central” ou “tema básico” dos interesses mais íntimos. Por isso, além dos pensamentos vulgares que nos aprisionam à experiência rotineira, emitimos com mais frequência os pensamentos que nascem do 'desejo-central' que nos caracteriza, pensamentos esses que passam a constituir o reflexo dominante de nossa personalidade."

Esse "desejo-central" é um motor silencioso, que influencia nossas escolhas e ações de maneira muito mais profunda do que imaginamos. Ele é o reflexo de nossa essência, aquilo que realmente buscamos e valorizamos, e por isso, é um dos principais responsáveis por moldar o caminho que seguimos na vida. Quando observamos as pessoas à nossa volta, é possível perceber como suas atitudes e comportamentos estão intimamente ligados a esse desejo fundamental. Desse modo, a natureza de cada pessoa pode ser conhecida pelas escolhas que ela faz. Por exemplo, a crueldade reflete o coração de quem carrega a violência como tema central; a cobiça reflete o desejo insaciável de acumular sem fins; a maledicência reflete a alma daquele que se alimenta da dor alheia; o escárnio reflete o espírito de quem se deleita em inferiorizar o outro; e, por outro lado, a elevação moral reflete a pureza daqueles que buscam a luz.

Além disso, existe uma influência ainda mais poderosa e sutil que atua sobre nós: a força mental daqueles com quem nos associamos. Assim como o nosso "desejo-central" guia nossas ações, as pessoas com quem convivemos também têm seus próprios desejos centrais, e muitas vezes essas forças podem influenciar de maneira decisiva nossas escolhas e trajetórias. Como nos ensina o instrutor Flácus no livro Libertação (também psicografado por Chico Xavier, pelo espírito André Luiz): "Espíritos incompletos que somos ainda, aderimos aos movimentos que lhes dizem respeito e colhemos os benefícios da ascensão e da vitória ou os prejuízos da descida e da derrota, controlados pelas inteligências mais vigorosas que a nossa e que seguem conosco, lado a lado, na zona progressiva ou deprimente, em que nos colocamos."

Essas influências podem ser tanto positivas quanto negativas, dependendo da natureza do "desejo-central" de quem nos cerca. Quando nos unimos a espíritos que buscam a evolução, nossa jornada se torna mais iluminada e rica de aprendizado. Porém, quando nos deixamos influenciar por aqueles cujos desejos estão voltados para as sombras, corremos o risco de descer em um caminho de sofrimento e estagnação.

Portanto, somos convidados a refletir sobre a importância de nossa própria energia mental e da energia mental de quem nos rodeia. A sabedoria popular resume essa lição em uma frase simples, mas poderosa: "Diga com quem andas e direis quem és." A companhia que escolhemos reflete profundamente quem somos, e também a direção que tomaremos. Nossa jornada, e o tipo de pessoa que nos tornaremos, está intrinsicamente ligada a esses desejos centrais, tanto os nossos quanto os daqueles que se aproximam de nós.

Por isso, ao entendermos essa dinâmica, somos chamados a examinar nossos próprios desejos, a identificar os elementos que realmente movem nossas vidas e a escolher com mais sabedoria as influências que permitimos entrar em nosso campo vibracional. Ao fazer isso, podemos não apenas melhorar nossa própria trajetória, mas também contribuir para um mundo mais harmônico e evoluído, alinhado com os mais elevados propósitos divinos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Na estação da vida

Como em uma estação, a vida traz pessoas vindas dos mais variados lugares. Algumas chegam de muito longe, outras ficam por pouco tempo, enquanto outras apenas esperam o próximo trem. Contudo, cada uma delas traz consigo algo magnífico e mágico, capaz de nos proporcionar momentos inesquecíveis e, por vezes, decisivos em nossa existência.

Como em uma estação, há momentos em que nos encontramos sozinhos na plataforma, esperando por alguém que parece demorar a chegar. Essa espera, por vezes, parece interminável. Contudo, quando essa pessoa finalmente chega, esquecemos o tempo que passou. O sorriso que ilumina nosso caminho e o calor daquele abraço de reencontro são capazes de renovar nossas forças e nos inspirar a continuar, sem desanimar.

Como em uma estação, também chega o momento em que precisamos embarcar em um trem que nos levará a um novo destino. Esse destino se define pelas escolhas que fazemos. E, uma vez dentro do trem, precisamos decidir em qual estação desembarcar. Cada escolha é decisiva. Devemos lembrar que, em uma estação especial, estão aqueles que nos esperam de braços abertos e flores nas mãos. Para estar com eles, precisamos ter cuidado para não escolher a estação errada.

Enfim, é preciso não perder o trem. É preciso ter a paciência de esperar por quem chega. É preciso saber a hora certa para cada momento, mesmo nas mínimas coisas da existência. O definidor de tudo está dentro de nós. Felicidade ou não será sempre uma questão de escolha.

Muita paz! 

Daniel d'Assis